domingo, 4 de março de 2012

Onde está o Maracanã?

A promessa é de que em fevereiro de 2013 o carioca receba um estádio novinho. Do lado de dentro, apesar da modernidade e da maior comodidade, a nova arena pouco lembrará o antigo Maracanã. Enquanto o novo cenário terá de construir suas próprias glórias - o que pode acontecer já em 2014 -, parte importante da história do futebol brasileiro ficará apenas na memória do torcedor. Ou não.

Fatiado, o velho Maracanã não ficará apenas nas lembranças dos torcedores, mas também terá os mais variados e inusitados destinos. Em busca do certificado verde, exigido pela Fifa e pelo BNDES – financiador das obras de nove dos doze estádios para a Copa do Mundo de 2014 -, o consórcio que toca os trabalhos no Maracanã busca desviar de aterros e lençóis freáticos 75% dos entulhos gerados durante toda a reforma.

Grande parte da lama retirada do estádio, por exemplo, é reaproveitada e está nas casas de muitas pessoas, mesmo que elas não saibam. Quatro toneladas já foram retiradas e doadas para uma fábrica de cerâmica, em Tanguá, município localizado a 65 km da capital fluminense. O próprio consórcio custeia o transporte. Da lama, que no processo de fundação chega a ser retirada de uma profundidade de até 20 metros, já foram gerados 1.750 telhas e 465 mil tijolos que, em sua maioria, viraram churrasqueiras.
MONTAGEM - cadeiras maracanã estádios bangu americano e bonsucesso (Foto: Divulgação)



FRAME - churrasquerias criadas lama maracanã (Foto: TV Globo)
Se da lama saem churrasqueiras, o solo do Maracanã é reaproveitado para uma causa ainda mais nobre e pode ajudar a salvar vidas. Doado para a secretaria municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, ele está na Ilha de Guaratiba, em um viveiro de mudas de árvores da Mata Atlântica. Segundo os técnicos, o solo do Maracanã é rico, pois foi tratado durante anos com biofertilizantes. As mudas são tratadas numa espécie de berçário de árvores e depois plantadas nas encostas do Rio de Janeiro, no programa “Mutirão Reflorestamento”, diminuindo, por sua vez, o risco de deslizamentos.

O material recebido das obras do Maracanã, até o momento, foi de 958 m3 de solo arenoso, que já foi transportado e depositado na Fazenda Modelo, em Guaratiba, onde a secretaria de Meio Ambiente conduz a produção de mudas. O solo vem ajudando a secretaria a manter o trabalho de mais de 20 anos de reflorestamento nos morros cariocas.
A grama do Maracanã, no entanto, não pôde ser reaproveitada, uma vez que tem data de validade e enfrentava problemas com pragas.
Fonte: GLOBOESPORTE.COM

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